Pesquisas Concluídas

Vivências e preferências musicais dos alunos do CAP e da Creche da UEM

Coordenador: Profª Ms. Vânia Aparecida Malagutti da Silva Fialho
Vigência: 01/10/2007 à 30/09/2009

RESUMO

Este projeto propõe investigar as vivências e preferências musicais de crianças e adolescentes em diferentes faixas etárias e nível escolar do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Essa pesquisa vai ao encontro da tendência atual da área de educação musical que tem buscado compreender a situação da música na sociedade a partir de estudos empíricos. Além disso, busca dados que possam contribuir nos planejamentos de ensino dos acadêmicos estagiários do Curso de Graduação em Música - Habilitação em Educação Musical da UEM. O método escolhido para essa investigação é o estudo de caso com abordagem qualitativa. A coleta de dados será feita a partir de entrevistas semi-estruturadas. A pesquisa envolverá acadêmicos do curso com sub-projetos com características de Projetos de Iniciação Científica.

PALAVRAS-CHAVE

crianças e adolescentes, educação básica, educação musical, preferencias musicais, vivências musicais

PARTICIPANTES

Vânia Aparecida Malagutti da Silva FIalho
Juciane Araldi
Eliel Neris Joaquim
Guilherme Pedro da Silva
Mariana Ferraz Simões

Soluções para implementação de cadeias completas de Produção e Pós-Produção Digitais Sonoras por meio de software livre em computadores com o sistema operacional Linux

Coordenador: Prof. Dr. Marcus Alessi Bittencourt
Vigência: 15/09/2006 à 14/09/2009

RESUMO

Este projeto visa a pesquisa e formalização de soluções para implementação, por meio exclusivo de software-livre para o sistema operacional Linux, de estúdios digitais de áudio capazes de realizar eficientemente e com qualidade profissional todas as etapas da cadeia eletroacústica de produção sonora [Schaeffer, 1966]. Tal estúdio torna viável trabalhos profissionais de produção e pós-produção sonora, tais como produção fonográfica, composição e realização de Música Eletroacústica tanto em tempo diferido como real, digitalização de arquivos sonoros analógicos, produção de trilhas sonoras para Rádio, TV, Cinema e Teatro, incluindo trabalho de Foley e Sound Design. A escolha do uso de software-livre permite ao estúdio uma capacidade ímpar de crescimento, adaptação e configurabilidade, requerendo um orçamento extremamente inferior ao necessário na implementação de um mesmo tipo de estúdio com software e hardware comerciais proprietários. Este projeto irá mapear as tarefas e procedimentos básicos necessários para a realização de trabalhos de produção e pós-produção sonora e descreverá o hardware mínimo, as principais peças de software-livre disponíveis para a execução destas tarefas e as instruções básicas para a configuração e operação eficiente de todos estes elementos. Os resultados serão formalizados em um livro e demonstrados por meio da realização efetiva de projetos de produção sonora, incluindo aplicações diretamente relacionadas ao ensino de graduação no curso de Música da UEM.

PALAVRAS-CHAVE

Composição Musical, Computação Musical, Música, Música Eletroacústica

OBJETIVOS

  • Pesquisa de soluções para a problemática descrita no projeto, ítens 2.1 e 2.2.
  • Montagem de um estúdio-piloto onde tais soluções encontrar-se-ão implementadas para fins de demonstração e utilização.
  • Confecção efetiva por meio do estúdio-piloto de trabalhos de produção sonora. Entre exemplos de tais tipos de trabalhos estão: Produção e pós-produção fonográfica: realização de gravações, desde a tomada de som até a masterização; Produção e pós-produção para Rádio, TV, Cinema, Teatro, Dança e Publicidade: Trilhas musicais, Foley e Sound Design, sonoplastia; Composição e realização de Música Eletroacústica, em tempo real e diferido; Produção de concertos de música eletroacústica/eletrônica, provendo os elementos para controle de espacialização da difusão sonora e processamento sonoro em tempo real; Digitalização e arquivamento de acervos sonoros analógicos de bibliotecas, museus e centros culturais; Pesquisas e experimentos nos campos de Acústica e Psicoacústica; Pesquisas e experimentos no campo de Digital Signal Processing, relevantes a estudos de Telefonia-Telecomunicações, reconhecimento de voz e speech synthesis.
  • Formalizar as soluções em um livro em dois volumes (ver arquivo pdf do projeto, 3.1, ítem III).
  • Iniciar um núcleo permanente de produção sonora a partir do estúdio-piloto, servindo às atividades e necessidades do curso de Música.

RESULTADOS ESPERADOS

  • Criação e manutenção de um estúdio-piloto capaz de atender eficientemente às necessidades de produção sonora descritas no arquivo pdf do projeto, ítem 2.2, e ligado às atividades do curso de Música da UEM, atendendo às necessidades e atividades dos docentes e discentes deste curso.
  • Formalização e partilhamento de uma base de conhecimentos sólida no campo da produção sonora por meio de software-livre sob o sistema operacional Linux.

IMPACTO

O uso do software-livre para produção sonora-musical possibilitará um maior acesso dos músicos, produtores sonoros, sonoplastas e pesquisadores do país a tecnologias de vanguarda, permitindo a criação de produtos ou pesquisas sem limitações de qualidade ou escopo devido a falta de recursos financeiros. Os estúdios montados nestes moldes estarão capacitados para realizar eficientemente um amplo leque de etapas da produção sonora e estará latente nestes estúdios a capacidade para uma produção sonora e realização de pesquisa equivalentes àquelas dos melhores centros mundiais do ramo. Esta maior universalização do acesso a tecnologias acabará por fomentar a ampliação e descentralização da pesquisa e produção sonora nacionais e a integração desta aos grupos internacionais nos moldes da comunidade pró software-livre global: uma multiplicidade de grupos de trabalho sem fronteiras, todos igualmente e altamente capacitados para o trabalho por meio de um extenso intercâmbio de conhecimento. Assim, aos pesquisadores-produtores sonoros restará um moto análogo à famosa premissa do Cinema Novo: uma idéia na cabeça e um computador na mão.

Os resultados desta pesquisa encontrarão aplicação direta nas atividades do curso de Música da UEM, seja provendo serviços de produção sonora aos docentes e discentes do curso, seja provendo o departamento com um laboratório para demonstração e experiência empírica de conceitos musicais-sonoros, atendendo em especial às necessidades das disciplinas relacionadas com o repertório musical dos séculos XX e XXI. Exemplos destas disciplinas são: Laboratório de Música e Tecnologia, Análise II, Harmonia II, História da Música III. O trabalho de pesquisa desenvolvido também será de inestimável valia como fundação teórica e prática para trabalhos relacionados à Composição Musical.

ATIVIDADES

Etapa 1

Localização e definição do teor das tarefas necessárias para a execução plena de todas as etapas de produção Sonora e esquematização de um plano de trabalho coerente e eficiente. Ver arquivo pdf do projeto, 3.1, ítem I.

Etapa 2

Pesquisa das soluções para implementação com software-livre de todas as tarefas localizadas na Atividade 1. Ver arquivo pdf do projeto, 3.1, ítem II.

Etapa 3

Formalização dos resultados finais do projeto, a ser preparada em duas partes. Ver arquivo pdf do projeto, 3.1, ítem III.

A música para teclas no período Barroco

Coordenador: Rael Bertarelli Gimenes Toffolo
Pesquisadora Principal: Sabrina Laurelee Schulz
vigência: 01/06/2006 à 31/05/2007

INTRODUÇÃO

A música do período Barroco e a denominada atualmente de Música Antiga (Idade Média, nas suas várias estéticas, e Renascença) apresentam uma grande carga de improvisação e ornamentação realizadas no momento da execução. Segundo Candé (2001), essa característica justifica-se pela função do músico daquela época que era na grande maioria dos casos, compositor e interprete. Tal visão unificada da atividade musical propiciava ao compositor a possibilidade de recriar a sua obra a cada execução, ornamentando as linhas melódicas, realizando modificações rítmicas, utilizando diferentes instrumentações, entre outros processos. “Os bons músicos dominavam as regras da composição e improvisação, o que naturalmente fazia com que a forma final de uma obra se definisse sempre durante a sua execução” (HARNONCOURT, 1993, p.13).

Esse tipo de postura contribuiu para o desenvolvimento de inúmeros escritos teóricos que normatizavam as formas de improvisação e ornamentação do repertório, variando de acordo com o instrumental utilizado, a região geográfica e a função social a qual a música pertencia, sendo ela para o culto religioso, para o evento social palaciano, para a manifestação de rua ou taverna, ou para o sarau doméstico (DART, 2002).

Com as inúmeras transformações sociais ocorridas ao longo da história, o compositor deixa de ser um funcionário da corte (ou da igreja), onde era subordinado ao julgo e gosto de seus superiores e compunha para ocasiões específicas, passando assim a compor de forma independente. Essa transformação tem seu ápice no século XIX com o surgimento dos conceitos de obra de arte e artista, e com o desenvolvimento da Estética de Baumgarten (ROSEN, 2000). Nos séculos anteriores, o compositor criava para uma ocasião pré-determinada e após a apresentação da obra, ela era geralmente arquivada, muitas vezes destruída, e raramente executada uma segunda vez. No século XIX, com o advento das estradas de ferro, o artista visa a possibilidade de apresentar suas obras para platéias mais distantes, o que aumenta o tempo de vida útil de uma obra de arte. Além disso, torna-se mais comum a execução de obras por outros instrumentistas que não o próprio compositor. Decorre desses fatos uma profunda transformação na escrita musical, já que o compositor necessita indicar de forma clara e precisa todos os elementos para a performance, eliminando qualquer possibilidade de improvisação e ornamentação.

Ainda no século XIX surge, de forma embrionária, a musicologia histórica através do resgate de obras e das execuções dos compositores dos séculos anteriores, através da Biografia universal dos músicos de Fétis, datada de 1844.

Compositores como Mendelssohn, principal entusiasta da música de Bach, passa a realizar concertos das obras do compositor Barroco, executando-as, ingenuamente, com características interpretativas do século XIX. Tais interpretações apresentavam, excessos nas variações dinâmicas; formações instrumentais excessivamente maiores do que o necessário, o que prejudicavam o entendimento da polifonia típica de Bach; excesso de vibrato instrumental e vocal, prejudicando o entendimento das linhas melódicas simultâneas; entre outros maneirismos excessivos (HARNONCOURT, 1993).

No início do século XX, em oposição a esse tipo de postura interpretativa, desenvolve-se uma linha de pesquisa visando uma interpretação autenticista apoiada em partituras manuscritas. Numa tentativa de eliminar os excessos sentimentalistas românticos da interpretação desse repertório, os primeiros músicos dessa linha autenticista, passam a executar somente o que se encontrava grafado nos manuscritos originais. Para a segunda vertente autenticista, na década de 1950, essa primeira vertente também foi tão ingênua quanto os músicos do século XIX, pois desconsiderou todos os aspectos improvisativos essências desse tipo de repertório, já que estavam centrados somente na análise das partituras. A segunda vertente autenticista, passa a investigar nos escritos teóricos, filosóficos e demais documentos de época, as formas e codificações típicas para reconstituir a sonoridade mais fidedigna possível desse repertório. Desenvolve-se a partir desses estudos, uma área de interpretação musical de época, a construção e resgate de instrumentos musicais de época, escolas de música especializadas nesse repertório e uma musicologia específica para tal atividade (DART, 2002).

Dessa forma, nosso trabalho encontra-se dentro dessa segunda vertente autenticista, visando buscar as formas mais adequadas de interpretação do repertório para teclas do período Barroco, levando em consideração aspectos improvisativos, articulatórios e ornamentais de época. Como exemplificação didática de uma possível interpretação mais próxima daquela realizada em sua época, escolhemos a Allemande retirada do livro Nouvelles Suítes de Pièces de Clavecin (1731) de Jean-Philippe Rameau, o qual, segundo Gillespie (1972), desenvolve o que ele chama de germe da forma sonata.

Antes do século XVIII as obras compostas para teclas poderiam ser executadas tanto no cravo quanto no clavicórdio ou no órgão, pois não era costume especificar a que instrumento a execução da composição era destinada (Henrique, 2004). A prática pianística data a partir deste momento com características que permitem maior potência de intensidade sonora, além da diferenciação do toque nas teclas por possuir um avançado mecanismo de cordas percutidas. No entanto devemos considerar que, o piano conhecido pelos compositores barrocos possuía um mecanismo ainda precário se comparado com o atual, portanto é preciso deixar de lado alguns recursos sonoros exclusivos do piano moderno na interpretação da música barroca.

PALAVRAS CHAVE

Barroco, Interpretação Autenticista, Interpretação Musical, Piano

DESENVOLVIMENTO

O projeto foi realizado da seguinte forma:

  • Análise da bibliografia histórica a fim de ressaltar as características de estilo da époce em que foi composta a obra;
  • Análise sucinta da vida do compositor, sua relação com essa obra, e a relação dessa obra com a estética vigente na época;
  • Análise das ornamentações descritas por Linde (1997);
  • Análise dos aspectos fraseológicos, técnicos e de interpretação da obra;
  • Realização dos ornamentos e articulações na Allemande de Rameau.

CONTEÚDO RELACIONADO

relatório final do projeto

PARTICIPANTES

Sabrina Laurelee Schulz Toffolo
Rael Bertarelli Gimenes Toffolo
John Kennedy Pereira de Castro
Raquel Hélida Vaz
Cinthia Ruivo da Silva

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